VIGILÂNCIA EM SAÚDE APRESENTA BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO QUE DESTACA A INFLUENZA
Atualizado em 03/08/2017

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO Nº 01 – Julho/2017

A intenção deste boletim é apoiar o sistema municipal de saúde e nossos parceiros a entenderem a situação de saúde de nosso município.

Neste, que é o primeiro boletim do ano, trouxemos um destaque: a Influenza. O assunto foi escolhido porque envolve a situação das síndromes gripais em Campos Gerais, já que esta é uma das maiores preocupações da população no inverno.

Além dos destaques, que alimentarão nosso boletim, divulgaremos algumas informações referentes ao município, para que gestores e profissionais de saúde possam acompanhar os avanços e desafios da nossa rede de atenção à saúde.

Considerando que estamos dando nossos primeiros passos neste sentido, precisamos do apoio e colaboração de todos que venham a utilizar essa publicação, no sentido de sugerir melhorias e contribuir com reflexões, ajudando a fazer deste, um instrumento de divulgação de informações relevantes que apoiem gestores e profissionais de saúde que atuam em Campos Gerais.

INFLUENZA

A influenza é uma doença que ocorre durante todo o ano, mas é mais freqüente nos meses de outono e do inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no sul e sudeste do país. Até 2012, por necessidade de monitoramento da circulação viral, era recomendada a notificação de todos os casos suspeitos de Influenza. A partir do 2° semestre de 2012, a vigilância da influenza passou a ser realizada por meio do monitoramento das Síndromes Gripais (SG) e das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).

A partir de então, os casos de SG passaram a ser utilizados para monitorar a circulação dos vírus influenza através das Unidades Sentinelas, sem a necessidade de notificação.  Já os casos de SRAG, ou seja, indivíduos com SG, de qualquer idade, que apresentem dispneia ou outros sinais de agravamento que indiquem hospitalização, devem ser notificados. Além da notificação dos casos graves, o monitoramento das SRAGS também é feito pelo monitoramento de Unidades Sentinelas em UTIs. Além dessas estratégias de monitoramento, também devem ser notificados os surtos de Síndrome Gripal em instituições fechadas (ocorrência de 2 casos em asilos, orfanatos, presídios, hospitais psiquiátricos, etc).

MEDIDAS PREVENTIVAS E MANEJO CLÍNICO

Entre as principais medidas preventivas de SRAGs propostas pelo Ministério da Saúde estão o reforço das orientações para evitar a disseminação viral, como lavagem das mãos, além de oferta de vacinas para grupos especiais e em situações de Campanhas Vacinais. O impacto das campanhas vacinais na mortalidade por SRAG tem sido objeto de estudos no país, e resultados apontam a eficiência da mesma.

Em relação ao manejo clínico, o Ministério da Saúde lançou um curso à distância destinado aos médicos, em parceria com a Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS. O acesso é realizado pelo link www.unasus.gov.br/influenza. Além do material do curso, estão disponíveis neste endereço o novo protocolo de manejo clínico dos casos suspeitos de influenza, e vários materiais de apoio.

               

PERFIL DA INFLUENZA EM CAMPOS GERAIS:

Segundo o site do Ministério da Saúde, Minas Gerais vacinou 87,5% do público-alvo contra a gripe neste ano de 2017, totalizando o que aproxima de 5 milhões de doses da vacina contra a Influenza no Estado.

Campos Gerais atingiu 92,83% do público-alvo, totalizando 5.297 doses aplicadas da vacina para uma população a vacinar de 5.706.

Quanto ao número de casos ocorridos temos:

  • 2013: 4 casos descartados e 3 casos confirmados com 1 óbito.
  • 2014: 6 casos descartados.
  • 2015: 1 caso confirmado.
  • 2016: 4 casos descartados e 1 caso confirmado com 1 óbito.
  • 2017: 1 caso descartado.

Seguindo o protocolo de manejo clínico do paciente com suspeita de Influenza, o mesmo deverá ser imediatamente medicado com o Oseltamivir prescrito pelo médico, devidamente notificado pela Vigilância Epidemiológica que então disponibiliza o kit para o exame de swab de oro ou nasofaringe e encaminha ao laboratório da FUNED em Belo Horizonte. O resultado é remetido online.

O TRATAMENTO NÃO DEPENDE DO RESULTADO E FAZ-SE NECESSÁRIO JÁ SOB A SUSPEITA DA INFLUENZA.